PARÓQUIA SÃO JOSÉ

DIOCESE DE BRAGANÇA PAULISTA

PARÓQUIA SÃO JOSÉ

DIOCESE DE BRAGANÇA PAULISTA

Queridos amigos e paroquianos de São José, segundo o Catecismo da Igreja Católica (CIC), é pela caridade que a fé se expressa. A fé e a caridade caminham sempre juntas.

 “De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando das roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe dissesse: “Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se”, sem, porém, lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: ’Você tem fé; eu tenho obras’. Mostre-me a tua fé sem obras, e eu mostrarei a minha fé pelas obras” (Tg 2, 14-18). Amigos paroquianos, as nossas atitudes devem manifestar a nossa fé!

“Mas, quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará” (Mateus 6, 2-4).

Quem precisa ver a caridade é somente Deus, porque ela significa e representa o amor de Jesus com seus irmãos e o do Pai conosco. Quando percebemos que devemos amar uns aos outros como Ele nos ama, compreende-se que a caridade tem como significado o amor, a preocupação e a solidariedade.

Assim sendo, quando a caridade é feita, é preciso que ela tenha um interesse genuíno, vindo do coração de quem está praticando. Isso significa que tem que ser feita com o único propósito de ajudar o irmão que precisa. Quando a caridade vem do amor puro, ela transcende tudo! É preciso, portanto, fazer sempre de bom grado, nunca pensando que essa é uma imposição de Deus para alcançar a vida eterna. Nesse sentido, cabe a pergunta: você é realmente caridoso ou faz isso por desencargo de consciência?

Muitas vezes tem-se dificuldades em ser caridoso, seja por falta de conhecimento de como e quem ajudar ou até mesmo por desconfianças sobre as pessoas que precisam de ajuda. Por isso mesmo, cada dia mais, entidades têm se esforçado para ser um elo entre quem ajuda e quem precisa dessa mão amiga. Aqui na paróquia de São José, temos os vicentinos (Sociedade de São Vicente de Paulo) que assistem mensalmente mais de 40 famílias carentes. Venha conhecer e praticar a sua caridade, seu amor ao próximo.

Como nos diz São Bernardo de Claraval, “às vezes uma alma servil faz a obra de Deus, mas como não age espontaneamente, persevera em sua indiferença”. São aqueles casos em que vemos a “utilidade pública” da coisa. É o exemplo da cesta básica distribuída aos pobres nas campanhas políticas; tem serventia para aquele estado agudo de fome, mas sabemos que esse ato provavelmente não vai deixar raiz alguma, pois não foi feito em Cristo e por Cristo.

Na Primeira Carta aos Coríntios lemos a seguinte afirmação de São Paulo: “Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém, a maior delas é a caridade” (13, 13). No término desta vida seremos julgados segundo o amor, isto é, segundo a caridade. Quando destituídas de amor a Deus, essas ações não passam de atos de filantropia. Seu valor é meramente temporal, e tanto podem colaborar com a construção do Reino de Deus quanto contribuir para dele nos afastarmos.

Que tenhamos a disposição de exercer a verdadeira caridade. Esta consiste em equiparar a nossa vontade a vontade de Deus. Nisso não há interesses egoístas, mas sim uma plenitude sem mácula a nos elevar, de fato, a Deus.

 “Cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade; isto supõe estar docilmente atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-lo” (Evangelii gaudium, 187).

Queridos amigos e paroquianos de São José que nossa esperança de um futuro melhor, nos mova, pela fé à humanidade vivida na caridade.

Que Deus os abençoe!

 

Pe. Jeferson Mengali – Pároco

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