PARÓQUIA SÃO JOSÉ

DIOCESE DE BRAGANÇA PAULISTA

PARÓQUIA SÃO JOSÉ

DIOCESE DE BRAGANÇA PAULISTA

SANTO ANTONIO DE SANT’ANNA GALVÃO, HOMEM DA PAZ E DA CARIDADE

 Caríssimos irmãos e irmãs, paroquianos de São José, estamos iniciando o mês de Outubro, mês das Missões e onde celebramos grandes santos da nossa Igreja; Santa Teresinha do Menino Jesus (1), São Francisco de Assis (4), São Benedito (5), Nossa Senhora da Conceição Aparecida (12), Santa Edwirges e Santa Margarida Maria Alacoque (16), Santo Inácio de Antioquia (17), São Lucas Evangelista (18), Santo Antônio de Sant’Anna Galvão (25), o primeiro santo nascido no Brasil, é o padroeiro dos profissionais da Construção Civil. Sobre ele falaremos nessa edição.

Gostaria de falar para vocês também de mais uma das alegrias que tive em minha vida Sacerdotal, a de ter participado da cerimônia de Canonização do Frei Antônio de Sant’Anna Galvão. Já faz cinco anos, foi no dia 11 de maio de 2007, no Campo de Marte, na cidade de São Paulo, com aproximadamente 800.000 pessoas, o Santo Padre o Papa Bento XVI eleva aos altares da Igreja nosso querido Frei Galvão. Frei Galvão já era considerado santo em vida, e com sua morte em 23 de dezembro de 1822, sua fama de santidade foi crescendo ainda mais. Em 1938, com uma carta da Madre Oliva Maria de Jesus, Abadessa do Mosteiro da Luz, ao Arcebispo de São Paulo, tem inicio um importante trabalho, a fim de levar o estimado Antônio de Sant’Anna Galvão, à glória dos altares. Foi na década de 90, com o lindo trabalho da Irmã Célia Cadorin, nomeada postuladora da causa, que o processo de canonização deu largos passos. Irmã Célia  cadastrou mais de 22.000 testemunhos sobre graças recebidas. Mas o milagre que levou à canonização aconteceu em 1999, quando a Sandra Grossi, que impossibilitada de ter um filho, devido ao seu útero bicorne, podendo colocar em risco à própria vida e a do filho, realizou a novena e tomou as “pílulas de Frei Galvão”, e recebeu o milagre em “dose dupla” de salvar-se na gravidez de altíssimo risco e de nascer em perfeito estado o seu filho, Enzo Galfassi. Antônio Galvão de França nasceu em 1739, em Guaratinguetá, região do Vale do Paraíba, interior de São Paulo. Seu pai, que tinha o mesmo nome do santo, nasceu em Portugal e foi capitão da Vila de Guaratinguetá. Sua mãe, Isabel Leite de Barros, natural de Pindamonhangaba, assim como o esposo, era uma pessoa muito religiosa. Com 13 anos, Antônio foi para o seminário Jesuíta, em Belém, na Bahia. Permaneceu no seminário até 1756, retornando para a casa dos pais. Em 1760, foi encaminhado para o noviciado no Convento São Boaventura, em Porto das Caixas/RJ. Lá mudou o próprio nome em homenagem à santa padroeira da família e passou a chamar-se Frei Antônio de Sant’Anna Galvão. Neste mesmo ano recebeu o hábito franciscano e professou os votos religiosos de pobreza, obediência e castidade, além de defender em juramento o privilégio de Maria Santíssima ter sido preservada do pecado original, em vista dos merecimentos do seu Filho Jesus, conforme era costume na época, na ocasião da profissão.

Devido sua excelente formação fizeram com que os superiores permitissem que a sua ordenação fosse antecipada, e assim, em 1762, foi ordenado sacerdote, tendo 23 anos de idade. Com a naturalidade e a segurança de quem reconhece que todos os bens são por raiz, do Pai Criador, renunciou sua herança e sua própria família, passou a vestir-se e calçar-se como frade menor, morando, dormindo e comendo com extrema modéstia.

Percorria grandes distancias a pé, mesmo em viagens como São Paulo-Rio de Janeiro e vice-versa, e tudo para seguir o exemplo de Jesus.

Que a exemplo de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, possamos colocar nossas vidas a serviço do Reino de Deus através dos irmãos e irmãs que sofrem…

Fraterno abraço a todos….

Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, Rogai por nós.

 

Pe. Jeferson Flavio Mengali – Pároco

Publicado no Jornal a Semente – Outubro 2012

 

 

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