PARÓQUIA SÃO JOSÉ

DIOCESE DE BRAGANÇA PAULISTA

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O SÍNODO 2023 E O FUTURO DA IGREJA CATÓLICA

Queridos amigos e paroquianos de São José, em 10 de outubro de 2021, o Papa Francisco convocou toda Igreja Católica para um processo sinodal com duração de dois anos, sob o título: Sínodo 2021-2023.  Toda a Igreja está convocada a percorrer o caminho rumo ao Sínodo (outubro 2023): “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Assim, ele “convida a Igreja inteira a se interrogar sobre um tema decisivo para a sua vida e a sua missão: “O caminho da sinodalidade é precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio”

Foi no Concílio Vaticano II (1962-1965), que ela percebeu com clareza que o melhor jeito de ser e de caminhar, para bem cumprir a sua missão, é o “jeito sinodal”. Não se trata de tarefa fácil, exige muita preparação e profunda conversão de todos ao projeto de Deus.

Nós sabemos que a sinodalidade pertence à essência da Igreja, desde o início, mas foi o Vaticano II quem sublinhou o papel central do batizado, e a vida da Igreja como povo de Deus em caminho. Sinodalidade é o esforço coletivo e a busca contínua de aprendermos a “caminhar juntos” como irmãos e irmãs que somos. É um jeito de ser Igreja pelo qual cada pessoa é importante, tem voz, é ouvida, capacitada e envolvida na realização da missão. Não se trata mais de estar uns sobre outros, mas de nos colocarmos entre iguais para juntos fazermos a experiência de fé, frente aos desafios internos e externos que se apresentam em nosso dia a dia.

Em outubro de 2023, Roma abrigará o Sínodo dos Bispos que resumirá as opiniões colhidas em um documento a ser sancionado e divulgado pelo Papa.  A próxima etapa da assembleia sinodal acontece no Vaticano, sob a presidência do Papa Francisco, nos dias 9 e 10 de outubro deste ano, e em cada diocese católica, sob a presidência do respectivo bispo em 17 de outubro.

Uma pergunta a se fazer na Igreja é: quem são os leprosos de hoje? Pessoas que não queremos tocar, as queremos afastadas, não lhes damos oportunidade ou espaço de se integrarem, mas que desejam, e esperam da nossa parte o maior acolhimento. Este é um processo espiritual e também de conversão.

Sabemos que a Igreja Católica sofre uma crise profunda. Muitas causas podem ser apontadas para explicar esta crise como a evasão de fiéis, a contradição entre o que se prega e o que se vive e o clericalismo também combatido pelo Papa Francisco.

Espero que as opiniões das bases católicas, recolhidas na primeira fase da convocatória de Papa Francisco, não sejam filtradas pelos bispos ao apurarem os questionários. Esperar que bispos ousem abrir mão de seu poder na estrutura hierarquizada da Igreja e admitir mudanças que ponham em risco a posição que ocupam é, no mínimo, confiar no milagre. Mas não podemos nos esquecer que a Igreja é guiada pelo Espírito Santo. Assim, onde quer que a Igreja vá, eu vou com ela. E eu estou aqui por opção e porque acredito.  Eu nem sempre concordo com tudo o que meus líderes da Igreja dizem, mas eu confio em Deus.

Nesse meio tempo, tudo o que podemos fazer é continuar a trabalhar conjuntamente para tentar construir o Reino de Deus, mesmo que não consigamos dizer completamente como ele vai parecer. Porque acreditamos que o Espírito Santo vai continuar a guiar a Igreja em direção ao que é verdadeiro, bom e belo.

“Todos os batizados são chamados a tomar parte na vida e na missão da Igreja.”…(Papa Francisco), façamos a nossa parte.

Pe. Jeferson Mengali – Pároco

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