PARÓQUIA SÃO JOSÉ

DIOCESE DE BRAGANÇA PAULISTA

PARÓQUIA SÃO JOSÉ

DIOCESE DE BRAGANÇA PAULISTA

Queridos amigos e paroquianos de São José, sexta-feira, dia 29 de março, nós estaremos vivendo o caminho da paixão de Jesus, dois dias depois nós celebraremos a Ressurreição. Jesus já não vive mais a morte, Ele não está no lugar onde deixaram, porque aquele local já está vazio, porque Jesus ressuscitou como havia falado.

Logo de manhã Maria Madalena se dirige ao lugar onde tinha sido colocado o corpo morto de seu Mestre, o túmulo. E vê que ele está vazio. (Jo 20,1).

A morte, como na maioria dos casos, deveria ser a palavra final. Depois da morte sobra somente a possibilidade de chorar, sentir saudades e se acalentar no ombro dos que ainda vivem. A morte é um termo definitivo da existência e dos afetos. Diante dela a fé sente um titubear que vai progredindo até produzir um estado de acomodação. É verdade o que Madalena fala. O sepulcro está vazio e a esperança renasce em seu coração. O amor venceu porque é mais forte que a morte!

Aquilo que não era previsto pela pouca fé dos discípulos, mas já previsto por Deus agora estava acontecendo, porque Jesus não estava naquele lugar que O colocaram, à sepultura estava vazia.

O espanto daqueles que viram os primeiros sinais da ressurreição era grande. “Como pode? O sinal da morte era claro, e nós chegamos aqui e Jesus não está mais, aconteceu alguma coisa, roubaram o corpo Dele ou então Ele ressuscitou como havia falado.”

O mais provável para aqueles que viram os primeiros sinais da ressurreição, era que alguém tinha pegado o corpo de Jesus. Porque o medo era algo ainda muito forte. E tantas e tantas vezes que nós, surpreendidos por Deus, também ainda temos dúvidas de que Deus verdadeiramente quer nos dar o novo. Por isso nós devemos aprender a estar atentos. Ser alguém que leva a paz é ser alguém que está sempre consciente das surpresas de Deus. Se nós não estamos envolvidos por essa paz nós não conseguimos ser sinal da ressurreição.

A gente vai terminar o período da Páscoa depois de oito dias da ressurreição, e vamos ficar com cara de alguém que acabou de perder um ente querido?  Se nós não deixarmos que essa alegria, seja algo que mexa nos nossos corações, mesmo que estejamos ainda na cruz, nós não podemos deixar que os sinais da cruz sejam mais fortes do que o sinal da ressurreição.

“Cristo vive. Esta é a grande verdade que enche de conteúdo a nossa fé. Jesus, que morreu na cruz, ressuscitou, triunfou da morte, do poder das trevas, da dor e da angústia (…). Não é Cristo uma figura que passou, que existiu num tempo e que se retirou, deixando-nos uma lembrança e um exemplo maravilhosos. Não. Cristo vive. Jesus é o Emmanuel: Deus conosco. A sua Ressurreição revela-nos que Deus não abandona os seus.”( (São Josemaria, em “É Cristo que passa”, 102). 

O infinito amor pelo qual Jesus viveu nossa existência humana e a experiência de morrer é mais forte do que a própria morte. É capaz de reedificar essa nossa curta vida para que se torne eterna, e preencha nossa carne mortal com o seu próprio Espírito Santo, para que possamos entrar na sua vida divina.

Ao ressuscitar, Cristo venceu a morte, pois a Sua entrega foi por amor. E por amor também enviou o Seu Espírito.  O amor é mais forte do que a morte!

Que o Senhor Jesus, fonte de vida e ressurreição, nos ajude a encontrá-Lo na eternidade.

Feliz e abençoada Páscoa a todos!

 

Pe. Jeferson Mengali – Pároco

 

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