Queridos amigos e paroquianos de São José, a Comissão Episcopal para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou, durante a 60ª Assembleia Geral, no dia 20 de abril, em Aparecida, o processo de adaptação da Igreja do Brasil à tradução brasileira da terceira edição do Missal Romano.
Como foi decidido na última reunião do Conselho Permanente da CNBB, realizada em março, as comunidades de todo país têm até o Advento para começar a utilizar os novos textos nas celebrações da missa. A nova edição do Missal Romano foi um trabalho de longos anos e tem como grande mudança a linguagem, que será mais atual. Atualmente, no Brasil, usa-se a segunda edição do Missal Romano, publicada em latim em 1970 e traduzida em 1991.
Não se trata de um “novo missal” inaugurando uma nova forma de liturgia, como em 1965 pós Concílio Vaticano II, mas a tradução da terceira edição típica do Missal Romano.
A terceira edição foi promulgada em 2002 por São João Paulo II e revisada em 2008, com o objetivo de incorporar as disposições litúrgicas e canônicas desde a segunda edição típica, de 1975. Há 19 anos estavam acontecendo esses trabalhos de tradução e, em 15 de dezembro de 2022, foi entregue no Dicastério para ser avaliado e aprovado e agora veio a aprovação.
Por se tratar de um trabalho de tradução é algo muito sério, no Missal está contida a fé da Igreja em oração, portanto é um trabalho que precisa ser feito por especialista, por peritos, com muito cuidado, com muita oração, pedindo a assistência do Espírito Santo, pois não é uma tradução qualquer, pois o resultado da tradução vai exprimir naquele país, para aquele povo, a fé da Igreja. Por isso foi um trabalho muito meticuloso e a responsabilidade deste trabalho é sempre do episcopado da nação, auxiliado por peritos, por pessoas que tem a formação litúrgica, formação linguística.
Este Missal que será utilizado agora é o mesmo Missal da Igreja no mundo inteiro. É apenas uma questão de tradução, de ser fiel ao latim, fiel ao português para que assim as celebrações possam ser melhores. A grande mudança da terceira edição do Missal é a linguagem, que será mais atual. Haverá, por exemplo, a entrada de novas festividades de santos como São João Paulo II (22 de outubro) e ainda a inclusão do Domingo da Misericórdia ao invés da referência ao II Domingo de Páscoa.
É bom que todos saibam que não muda a Missa, mudam as traduções de algumas expressões, por exemplo, as aclamações das orações eucarísticas, continuamos com essas aclamações, mas mais simplificadas, elas estão praticamente iguais em todas as orações, então é uma forma melhor de celebrar, é um aperfeiçoamento, não é uma missa diferente.
Na liturgia da Igreja, o Missal Romano é o segundo livro litúrgico mais importante. Nele, estão as orações e orientações para as celebrações eucarísticas. O Evangeliário, que traz os textos do Evangelho, é o livro mais importante nos ritos da Igreja.
Até termos em mãos o novo Missal, peçamos ao Senhor: “Concedei, ó Deus, ao povo cristão conhecer a fé que professa e amar a Liturgia que celebra. Por Cristo, nosso Senhor. Amém” (Missal Romano, Oração sobre o povo n. 3, p. 531)
Pe. Jeferson Mengali – Pároco.