Queridos amigos e paroquianos de São José, na busca pela cura de uma doença devemos compreender que a resposta de Deus vai além de um simples pedido de alívio imediato. Se a cura física não se manifestar conforme nossos anseios, não é sinal de ausência de Deus, mas sim, um convite à confiança absoluta.
Se você crê na promessa de que será ouvido quando clamar, fique em paz, porque com Deus não existe “o confiar desconfiando.” Ou confiamos n’Ele com todas as nossas forças ou não confiamos.
Deus, em Sua sabedoria, conhece toda nossa vida. Ele não nos priva de cura por mero capricho, mas nos guia para um entendimento mais amplo de saúde, um remédio que ultrapassa o físico. A cura definitiva que Ele oferece pode se manifestar de formas que escapam à nossa visão limitada, indo além do temporário para alcançar o eterno.
Mesmo quando o clamor por cura aparentemente permanece sem uma resposta concreta, a fé nos leva a crer que Deus age conforme Sua soberania. Ele cura não apenas corpos, mas almas; Ele não responde meramente às preces, mas tece um desígnio maior através delas. Neste entendimento, as preces não atendidas não refletem uma omissão, mas uma resposta que se desenha nos corredores do divino conhecimento.
Assim sendo, nas incertezas da cura física, depositamos nossa confiança no Pai que vê além do que pedimos, que entende melhor que nós mesmos o que é verdadeiramente importante para nossa vida. Em Suas mãos, a resposta a nossas preces é esculpida, muitas vezes transcendendo nossa compreensão, mas sempre guiando-nos para a cura que vai além do que nossos olhos podem vislumbrar.
Confie em Deus, e faça a sua parte, que é rezar, pedir, expor as suas necessidades, confiar sempre e se policiar de qualquer iniquidade que tente fazer você duvidar, ficar ansioso, murmurar e agir da forma errada. Eu lhe garanto, por experiências pessoais que Deus sempre esteve ao meu lado, foi Ele que me sustentou.
Quantas vezes eu rezei a Deus pedindo que Ele afastasse o cálice da minha doença, da solidão, da dor; mas que Ele não fizesse o que eu queria, mas o que Ele quisesse. E você, amigo, será que está parando no “afasta de mim o cálice” e já pula para o “proclama a vitória de Deus” ou “Deus vai me honrar” e “o milagre vai acontecer”?
Depois que Jesus pede socorro ao Pai, seu sofrimento só se intensifica, até chegar à morte humilhante na cruz. Em que momento da Paixão podemos imaginar Jesus proclamando que o milagre iria acontecer na Sua vida, ou dizendo que o Pai iria honrá-Lo e extinguir aquele sofrimento? Sabemos como Jesus foi glorificado: após o sofrimento e a morte. Ele não foi poupado de nenhum dos seus sofrimentos, muito menos da cruz. Ele é o Cordeiro Imolado, vítima inocente, sem pecado, enquanto eu sou apenas um miserável que O ofendo incontáveis vezes ao longo do dia com meus pecados.
Lembre-se que é Jesus quem nos socorre, levanta e nos atende. Ele quer cuidar de você, Ele quer te fortalecer para que você consiga ser fiel ao caminho d’Ele e resista a essas dúvidas que estão em seu coração.
Se o milagre não vier, ainda assim creia na infinita bondade de Deus. Se a graça não acontecer, continue acreditando que Deus é Onipotente e sabe de tudo. Talvez você esteja precisando aprender a amar mais, ou a perdoar mais. Talvez você precise da dor para crescer na fé. Peça sempre a graça, mas também a força.
Que Deus em sua infinita bondade não nos deixe faltar força para lutar, fé para acreditar, assim como a graça Dele para nos sustentar hoje e sempre. Assim seja!
Pe. Jeferson Mengali – Pároco