CHAMADOS A SER SAL E LUZ
Queridos amigos e paroquianos de São José, Jesus disse: “Vós sois o sal da terra” e “Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5-13,14) isso significa que todo aquele que verdadeiramente é nascido de Deus, necessariamente é sal da terra e luz do mundo. Se alguém se diz cristão, mas sua vida não revela que ele é sal da terra e luz do mundo, então há algo de muito errado nisso.
Quando Jesus diz que seus seguidores são o sal da terra e a luz do mundo, Ele indica qual deve ser a posição dos cristãos diante do mundo. Em primeiro lugar, Ele diz que os cristãos, como sal da terra e luz do mundo, são completamente diferentes desse mundo. Eles são o sal que tem sabor, e não o sal insípido. É o sabor do amor e do cuidado de Deus. Além disso, o sal nos ensina o caminho da comunhão na diversidade, pois sua finalidade é alcançada, quando utilizada em meio aos outros alimentos. Eles são o sal da terra que jamais se conforma com o padrão deste mundo. Eles são a luz que se distingue das trevas. No dizer do Papa Francisco, o sal é o discípulo “que se esforça por ser uma presença humilde e construtiva, na fidelidade aos ensinamentos de Jesus que veio ao mundo não para ser servido, mas para servir” (Angelus, 9/02/2020).
Em segundo lugar, ao dizer “vós sois o sal da terra” e “vós sois a luz do mundo”, Jesus também indica o quão relacionados com o mundo seus seguidores estão. Eles são o sal da terra que combate a deterioração deste mundo pelo poder do Espírito Santo. Como luz do mundo, eles promovem a bondade, a paz e a verdade do Evangelho.
A luz dissipa a escuridão e traz à vista o que se encontrava encoberto. Jesus é a luz que dissipou as trevas, mas elas ainda permanecem no mundo e nas pessoas individualmente. Assim, vai dizer o Papa Francisco: “é tarefa do cristão dispersá-las, fazendo resplandecer a luz de Cristo e anunciando o seu Evangelho. Trata-se de uma irradiação que pode derivar até das nossas palavras, mas deve brotar principalmente das nossas boas obras. Um discípulo e uma comunidade cristã são luz no mundo quando orientam os outros para Deus, ajudando cada um a experimentar a sua bondade e misericórdia. O discípulo de Jesus é luz quando sabe viver a sua fé fora dos espaços restritos, quando contribui para eliminar preconceitos, para eliminar calúnias e para fazer entrar a luz da verdade nas situações corrompidas pela hipocrisia e pela mentira. Fazer luz. Mas não se trata da minha luz, é a luz de Jesus: nós somos instrumentos para que a luz de Jesus chegue a todos” (Angelus, 9/02/2020).
Ser sal e luz é fazer que os outros vejam e glorifiquem o Pai. Para ser sal na terra é difícil, porque o sal para fazer o seu efeito ele desaparece. O cristão, na sociedade, para ser sal precisa fazer o trabalho silencioso e generoso. A lamparina produz a luz, mas o azeite é que se consome. O cristão católico só será portador de sentido na medida em que se “consumir” em benefício dos outros. Ser sal e luz significa nos mover ao encontro da valorização da vida de todos.
Papa Bento XVI, em um dos seus ensinamentos, lembra-nos que o cristianismo cresce por atração e não por proselitismo — proselitismo é como se fosse uma propaganda ou marketing. O cristianismo cresce por atração quando as pessoas veem em mim e em você as ações de Cristo, os sentimentos de Cristo, um comportamento de Cristo, a vida de Cristo. Por isso, o cristianismo cresce porque aquela pessoa vê aquela atitude, vê Cristo naquela pessoa e começa também a ter o desejo de viver aquela experiência.
Somos destinados a ser sal da terra e luz do mundo, viver a nossa vocação profundamente, tocar, transformar e fazer com que as realidades do mundo funcionem, segundo o projeto de Deus. Por isso, nós católicos, somos chamados a sermos felizes não se fechando em si mesmo, mas vivendo no meio da sociedade. Sendo sal e luz, proporcionando vida e otimismo à comunidade – brilhando como luz, dando sentido e sabor à vida, sendo sal na convivência humana.
Sejamos, neste mundo, “sal da terra e luz do mundo” quando colocamos em prática as bem-aventuranças anunciadas por Jesus!
Padre Jeferson Mengali – Pároco