PARÓQUIA SÃO JOSÉ

DIOCESE DE BRAGANÇA PAULISTA

PARÓQUIA SÃO JOSÉ

DIOCESE DE BRAGANÇA PAULISTA

”CELEBRANDO A SAGRADA FAMILIA E A NOSSA!”

Queridos amigos paroquianos de São José, a Igreja celebra a festa da Sagrada Família, no dia 27 de dezembro, apresentando-nos Jesus, Maria e José, a família de Nazaré que se tornou modelo para todas as outras.  A ordem dos nomes não é por acaso; indica a intensidade de santidade de seus membros: Jesus — Deus entre nós; Maria — a cheia de graça; José — o homem justo. Uma família sagrada!

Contemplando a Sagrada Família, somos convidados a olhar para as nossas que estão expostas a tantas dificuldades. E somos interpelados pelo Evangelho de Jesus Cristo para que façamos delas verdadeiras comunidades de fé e de amor, promotoras e defensoras da vida em todas as dimensões, alicerçadas nos valores da fidelidade e da indissolubilidade. Ao celebrarmos a festa da Sagrada Família, somos convidados a viver os valores que as leituras bíblicas dessa celebração nos apresentam. O livro do Eclesiástico nos propõe amar e respeitar nossos pais: “Quem honra seu pai alcança o perdão dos pecados, quem respeita sua mãe é como alguém que ajunta tesouros.”  E o apóstolo Paulo, na carta aos Colossenses, exorta a nos revestirmos de misericórdia, bondade, humildade e mansidão, insiste para que saibamos amar e perdoar. São os caminhos para se construir uma verdadeira família.

E foi pensando na família que durante o mês de outubro tivemos o Sínodo dos Bispos para tratar dos “desafios pastorais da família no contexto da evangelização.” Antes de qualquer comentário gostaria de esclarecer que Sínodo é uma palavra grega que significa “fazer juntos o caminho” ou “caminhar juntos.” No Sínodo, os bispos têm a oportunidade de confrontar ideias para o bem das famílias, da Igreja e da sociedade.  E com seu jeito bem próprio, Papa Francisco desenvolveu as catequeses de maneira espontânea e sem medo de realizar esclarecimentos.  Disse que pediu aos padres sinodais (assim são chamados os bispos e cardeais convocados para participar do Sínodo), para falar de maneira franca, corajosa e com humildade o que pensavam. Papa Francisco, que tem um dom de discernimento apurado sabe que, “quando se procura a vontade de Deus (…), há diversos pontos de vista e discussão, e isso não é uma coisa ruim!”. No confronto, permaneceu e fortaleceu-se na convicção de verdades fundamentais do Sacramento do Matrimônio, como indissolubilidade, unidade, fidelidade e abertura à vida. “Esse foi o desenvolvimento da assembleia sinodal.” E com certeza alguns de vocês podem me perguntar:  ‘É verdade que os bispos e cardeais brigaram?’. Não sei se brigaram, mas que falaram forte, sim, é verdade. E essa é justamente a liberdade que há na Igreja. Tudo aconteceu “cum Petro et sub Petro”, isso é,” com a presença do Papa, que é garantia para todos de liberdade e de confiança, garantia da ortodoxia.”.

O Papa encerrou os trabalhos do Sínodo no dia 25 de outubro, no Vaticano, e disse que as últimas três semanas abriram «novos horizontes» na vida da Igreja, que recusam uma linguagem condenatória. Perante 265 participantes com direito a voto, o Papa declarou que «o primeiro dever da Igreja não é aplicar condenações ou anátemas, mas proclamar a misericórdia de Deus». «A experiência do Sínodo fez-nos compreender melhor também que os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra, mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, mas a gratuidade do amor de Deus e do seu perdão».  Francisco lamentou alguns «corações fechados que, frequentemente, se escondem mesmo por detrás dos ensinamentos da Igreja ou das boas intenções para se sentar na cátedra de Moisés e julgar, às vezes com superioridade e superficialidade, os casos difíceis e as famílias feridas», e avisou que a Igreja não pertence apenas aos  «justos e santos, mas é também pertença dos «pobres em espírito e dos pecadores a espera de perdão».  Noutra passagem do discurso, o Papa critica os que se opuseram à dinâmica sinodal «com métodos não totalmente benévolos», afirmando que esta assembleia nunca quis entrar nas questões dogmáticas, «bem definidas pelo Magistério da Igreja». Após três semanas de encontros com responsáveis de todo o mundo, o pontífice recordou que aquilo que parece «normal» para um bispo de determinado continente pode ser «quase um escândalo» para outro. «O desafio que temos pela frente é sempre o mesmo: anunciar o Evangelho ao homem de hoje, defendendo a família de todos os ataques ideológicos e individualistas», disse ainda, advertindo para os perigos do relativismo ou de «demonizar os outros». Em conclusão, Francisco sustenta que, para a Igreja, encerrar o Sínodo significa «voltar realmente a “caminhar juntos” para levar a toda à parte do mundo, a cada diocese, a cada comunidade e a cada situação a luz do Evangelho, o abraço da Igreja e o apoio da misericórdia de Deus».

Que a Sagrada Família nos inspire para que, com nosso testemunho, possamos contribuir com a Instituição Familiar, para que possa ser colocada no lugar correto: no nosso coração, na nossa casa e também na nossa convivência civil. O ambiente familiar é muito rico e constitui uma vocação para o ser humano, mas também um grande desafio. Que Jesus, Maria e José abençoem e encorajem nossas famílias para que elas sejam fiéis à missão que Deus lhes confiou, sendo verdadeiras “Igrejas domésticas” a testemunhar para o mundo os valores evangélicos, a exemplo da família santa de Nazaré.

 

Pe. Jeferson  Mengali- Pároco

Dezembro 2015

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