Queridos amigos e irmãos da Paróquia São José, neste mês de agosto, com toda alegria de quem vive uma vocação acertada, desejo falar um pouco sobre a graça de acolher o que é a vontade de Deus. Todas as vocações são formas concretas de vida, a que Deus nos chama para que possamos realizar nossa primeira vocação: a santidade.
Deus quis, para cada um, um projeto único e pensado desde toda a eternidade: “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado” (Jeremias 1, 5).
A vocação comum de todos os discípulos de Cristo é vocação à santidade e à missão de evangelizar o mundo. Dentro desta vocação comum, Deus convida cada um a percorrer a vida junto a Ele por um caminho concreto. A alguns chama ao sacerdócio ministerial, a outros a vida religiosa, e a outros, os leigos, chama a encontrar-lhe na vida ordinária, seja vivendo o celibato ou a vocação matrimonial (CIC, 1716-1729, 1533).
Você sabe qual é o chamado de Deus para você? Monsenhor Jonas Adib diz que o bonito não é realizar o nosso próprio sonho, mas realizar o sonho de Deus. Qual é o sonho de Deus para você?
Eu poderia ser um bom pai de família, tinha todas as condições de me casar. Tenho plena certeza de que faria a minha esposa feliz. Mas esse não era o sonho de Deus para mim. O sonho d’Ele era que eu abrisse mão de tudo para seguir a vocação a que Ele me chamou.
O Senhor tem uma vocação e uma missão para cada um de nós, como tinha uma vocação e uma missão para os seus apóstolos. Ele quer usar a sua profissão para resgatar as pessoas. Perceba ao que deve renunciar para seguir sua vocação. Não há vocação sem cruz! Abrace sua cruz e deixe de lado todos os medos, as dificuldades e tudo que impede você de realizar a sua vocação.
O que é preciso renunciar para seguir a Deus? Concretamente, é sempre uma resposta pessoal, que nasce do encontro de um coração que deseja ser fiel a Deus com Cristo, aquele que lhe mostra por onde ir nesse mesmo caminho da vida cristã que é Ele mesmo. Mas independente da vocação pessoal de cada um, as renúncias vão sempre passar por negar-se a si mesmo, tomar a própria cruz e seguir Jesus.
Não há vocação sem cruz. Não há amor sem renúncia. Aquele que é chamado ao matrimônio renuncia aos valores da vida religiosa. Os que são religiosos renunciam a ter esposa e filhos. Todo caminho vocacional é um caminho de renúncia. A renúncia acontece porque visamos algo a mais. Não é renúncia pela renúncia, mas é optar por algo a mais. É optar por aquilo que Deus escolheu para nós como vocação.
Que renúncia você precisa fazer para seguir a sua vocação? Abrace a sua cruz e deixe de lado todos os medos, todas as dificuldades e tudo o que o impede de realizar a sua vocação. Para sermos aquilo que o Senhor quer, só temos o dia de hoje. Precisamos realizar o sonho de Deus: a nossa santificação.
A vocação é um convite que é feito à nossa livre consciência e nós, dentro desta liberdade, somos chamados a dar uma resposta coerente e decisiva. Porém, o Senhor não nos ilude: a cruz é o caminho de realização, da vivência da nossa vocação.
Eu não sei tudo o que Deus tem para você, mas ele não tem pouca coisa não!
Senhor, obrigado porque você acredita em mim. Eu creio também em Ti e por isso tenho a certeza de que a Tua promessa vai se realizar.
Que Deus os abençoe e ilumine em suas escolhas! Amém!
Pe. Jeferson Mengali – Pároco
Cajado do Pastor – agosto 2017