PARÓQUIA SÃO JOSÉ

DIOCESE DE BRAGANÇA PAULISTA

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ACOLHER MARIA PARA EXPERIMENTAR A MATERNIDADE DA IGREJA

 Queridos amigos e paroquianos de São José, na primeira segunda-feira após Pentecostes, a Igreja celebra a memória da Virgem Maria Mãe da Igreja, um título que tem raízes profundas, e que foi inserido no Calendário Litúrgico em 2018, por desejo do Papa Francisco.

Presente na vida de Jesus como mãe e serva, Maria é uma peça essencial para o processo de Salvação do mundo. Sem o seu sim, Jesus não teria vindo ao mundo por seu ventre imaculado.

Nossa Senhora é protagonista dentro da comunidade que Jesus mantém em sua vida pública e O acompanha em suas missões. É uma mãe presente e fiel, crente e leal. Através do Espírito Santo, Maria alcança a graça. Sendo esposa da alma da Igreja, que é o corpo místico de Cristo, a maternidade de Maria se estende a toda a comunidade católica. Ela é Mãe da Igreja! Ela é o protótipo da fé, porque viveu a relação mais profunda com Jesus.

A Igreja é mãe, em primeiro lugar, porque como Maria oferece Jesus Cristo aos seres humanos. Maria convida toda a Igreja a percorrer o caminho que leva a relação pessoal com o seu Filho. Esse convite é dirigido a toda a Igreja e a cada cristão em particular: ouvir a Palavra de Deus como Maria, de modo que a Palavra nos transforme. O Verbo divino se faça carne também no meio de nós, em nossas relações humanas, por meio do amor recíproco. Essa é a dimensão mariana da missão da Igreja: preparar o caminho para Cristo, para que possa ganhar forma e oferecer-se ao mundo.

A maternidade da Igreja transforma os crentes em filhos e filhas de Deus. A mãe Igreja dá a seus filhos plenitude e calor, saciando a fome e sede espirituais. Como mãe, a Igreja sara os feridos, consola os doentes e anima os fortes a fazerem com que sua força redunde em benefícios dos fracos. A Igreja somente se torna mãe quando se abre à novidade de Deus, à força do Espírito Santo.  Acentua o Papa Francisco na Evangelii Gaudium: “A Igreja peregrina é chamada por Cristo a esta reforma perene. Como instituição humana e terrena, a Igreja necessita perpetuamente desta reforma.”

Esta maternidade da Igreja é crida e vivida por nós de modo especial na celebração na Santa Missa, na qual se torna presente Jesus Cristo, no seu verdadeiro Corpo, nascido da Virgem Maria. A piedade do Povo de Deus sempre vislumbrou uma ligação profunda entre a devoção a Virgem Santíssima e o culto da Eucaristia. Esta ligação comprova-se na Liturgia, tanto ocidental como oriental, na tradição das congregações religiosas, na espiritualidade dos movimentos e comunidades contemporâneos, mesmo dos movimentos de jovens, e na pastoral dos inúmeros santuários marianos. Por tantos prodígios, não há como negar que “Maria conduz os fiéis à Eucaristia”. Não poderia ser diferente, pois a Virgem Maria sempre nos conduz a Jesus Cristo.

São Paulo VI, Papa, faz sua uma fórmula concisa da tradição: “Não se pode falar de Igreja sem que esteja presente Maria” (MC 28). Trata-se de uma presença feminina, que cria o ambiente de família, o desejo de acolhimento, o amor e o respeito à vida. É presença, sacramental dos traços maternais de Deus. É uma realidade tão profundamente humana e santa que desperta nos crentes as preces da ternura, da dor e da esperança.

Que a Mãe da Igreja nos ajude a amar cada vez mais o Filho de Deus e a sermos fiéis à missão que Ele nos confia a cada dia.

Padre Jeferson Mengali – Pároco

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